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Gramática Básica: Os Erros Mais Comuns que Caem em Qualquer Prova

Dominar a gramática da língua portuguesa é um dos pilares para um bom desempenho em avaliações, sejam provas escolares, vestibulares, concursos públicos ou exames de qualquer nível. Muitas questões recaem sobre regras que parecem simples, mas que são constantemente ignoradas ou confundidas — e justamente por isso, tornam-se alvos frequentes de cobrança. Neste artigo, você vai conhecer os erros mais comuns que aparecem em praticamente qualquer prova, com explicações claras e exemplos práticos para nunca mais errar.

Por que tantas pessoas erram a gramática em provas?

A maior parte dos erros gramaticais não acontece por falta de conhecimento, mas sim por hábito de fala. Na conversa do dia a dia, muitas regras são flexibilizadas, e acabamos levando esses hábitos para a escrita. As bancas examinadoras sabem disso e justamente por isso cobram repetidamente os mesmos pontos: o uso dos porquês, acentuação, hífen, crase, concordância e grafia. Aprender a diferenciar cada caso é o caminho mais curto para acertar as questões e garantir uma boa nota.

A diferença entre por quê, por que, por quê e porque

Um dos assuntos que mais caem em provas é o uso correto das quatro formas de escrita. A confusão é tão frequente que se tornou um clássico das questões de gramática. Veja a regra definitiva:

FormaQuando usarExemplo
Por que (separado, sem acento)Usado em perguntas ou para introduzir uma causa, equivalente a “pelo qual”.Por que você não foi à aula? / Essa é a razão por que estudei.
Por quê (separado, com acento circunflexo)Usado apenas no final de frases ou quando aparece sozinho, como substantivo.Você sabe o por quê de minha ausência? / Você não foi? Por quê?
Porque (junto, sem acento)Usado em respostas e explicações, com o sentido de “pois”, “por causa de”.Não fui porque estava doente.
Por quê (junto, com acento circunflexo)Equivale a “a razão”, “o motivo”, sempre acompanhado de artigo.Não sei o porquê de tanta confusão.

Resumo prático para a prova: Se for pergunta ou “pelo qual” → separado. Se for resposta → junto sem acento. Se for substantivo (o motivo) → com acento. Se estiver no final da frase → separado com acento.

Uso do hífen, acentuação e crase

Esses três temas são cobrados em todas as provas e costumam gerar muitas dúvidas. Veja as regras principais e mais cobradas:

Hífen

O hífen une palavras que formam um conceito único. As regras mais frequentes nas provas são:

  • Usa-se hífen quando o segundo elemento começar com a mesma letra com que termina o primeiro: auto-observação, anti-inflamatório.
  • Não se usa hífen quando o segundo elemento começar com letra diferente: autobiografia, anticoncepcional.
  • Compostos com elementos que não se usam sozinhos também recebem hífen: beira-mar, cão-guia.

Acentuação

As regras de acento gráfico seguem a sílaba tônica e são cobradas com frequência:

  • Palavras terminadas em -a, -e, -o, -as, -es, -os têm acento na sílaba tônica se não for a penúltima: café, túnel, sábado.
  • Palavras terminadas em -l, -r, -z, -x, -n têm acento se a sílaba tônica não for a última: fácil, amável, relógio.
  • Acento diferencial serve para distinguir palavras de grafia igual, mas significados diferentes: pára (verbo parar) e para (preposição); pélo (pêlo) e pelo (preposição + artigo).

Crase

A crase é a junção da preposição a com o artigo definido a(s), indicada pelo acento grave: à(s). As regras mais cobradas:

  • Usa-se crase diante de palavras femininas, quando houver a junção de “a” + “a”: Vou à praia. Entreguei às funcionárias.
  • Não se usa crase diante de substantivos masculinos, verbos, pronomes e em locuções que não exigem artigo: Ir a praça → errado; Ir à praça → certo. Voltarei a meia-noite → sem crase.
  • Regra de ouro: Se você pode trocar “à” por “a(o)”, não há crase. Se pode trocar por “ao”, usa crase.

Concordância nominal e verbal

Outro tema que cai em qualquer prova é a concordância, ou seja, ajustar adjetivos, substantivos e verbos conforme o número e o gênero.

Concordância nominal

  • Os adjetivos concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem: menina bonita, meninos bonitos, casas novas.
  • Quando houver dois ou mais substantivos, o adjetivo pode ficar no plural: casa e porta verdes; ou concordar com o mais próximo: casa e porta verde. Ambas as formas são aceitas, mas a primeira é a mais cobrada.
  • Palavras como “próprio”, “bastante”, “muito” concordam conforme o substantivo: Muitas pessoas; bastante livros.

Concordância verbal

  • O verbo concorda com o sujeito da frase. Ele e eu fomos ao mercado. Os alunos fizeram a prova.
  • Quando o sujeito é formado por núcleos ligados por “e”, o verbo vai para o plural: A mãe e a filha chegaram.
  • Quando a expressão “um dos” aparece, o verbo fica no plural: Foi um dos melhores filmes que já foram exibidos.
  • Exceção: se houver partição, o verbo pode concordar com a palavra anterior: Mais de um aluno foi aprovado.

Os erros de escrita que todo mundo comete

Existem erros de grafia e uso que são tão comuns que parecem corretos, e justamente por isso aparecem em quase todas as avaliações. Veja os principais:

Erro comumForma corretaExplicação
A mais mais“Há” indica tempo decorrido; “a” indica distância ou direção.
De maisDemais“Demais” significa em excesso; “de mais” não existe nesse sentido.
Onde (para tempo)Quando“Onde” indica lugar; para tempo usa-se “quando”.
Por causaPela causaOu usa-se “por causa de” ou “pela causa de”.
Meio (adjetivo)MeiaConcorda com o substantivo: meia dúzia, meio termo.
Tem (no plural)TêmTer na 3ª pessoa do plural: Eles têm razão.
Vêm (no singular)VemVir: Ele vem hoje; Eles vêm amanhã.

Dicas finais para não errar mais em prova

  1. Sempre que houver dúvida sobre o uso dos porquês, substitua pela explicação ou pelo motivo — a forma certa aparecerá naturalmente.
  • Para acentuação, decore as terminações e identifique a sílaba tônica.
  • Na crase, teste trocando “a” por “ao”: se funcionar, coloque acento.
  • Na concordância, identifique primeiro o sujeito e o substantivo, depois ajuste as palavras.
  • Quanto à grafia, faça uma lista dos erros mais comuns e revise antes de escrever.

Dominar esses pontos é o suficiente para eliminar a maior parte dos erros em questões de gramática em qualquer prova. Esses temas são repetidos ano após ano, em todas as bancas e níveis, porque são exatamente os pontos onde mais se erra. Estude com atenção, pratique e você vai ver como as questões ficarão muito mais fáceis.

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